quinta-feira, 24 de maio de 2012

Jogadores e jogadores.



Bastian Schweinsteiger se escondeu do mundo ao perder o pênalti na final do maior e melhor torneio de clubes do mundo - a Uefa Champions League.

Cobriu o rosto de vergonha e, logo após Drogba fechar o caixão alemão, desabou no choro como quem assumia (e sentia) toda a culpa pela derrota pro time de Londres. Uma prova de que ele, jogador, está em sintonia com o momento (uma final do maior torneio de clubes), com sua torcida e mais que isso: com a história do clube.

Quatro dias depois, São Paulo, jogo de volta entre Corinthians e Vasco. Diego Souza, que tem como ofício fazer gol, tem a bola do jogo: caminha metros com a bola dominada, sem marcação, tem tempo de olhar, pensar e escolher. Olhou pensou e escolheu. Errado.
Diego Souza perdeu vacilou na chamada "bola-do-jogo". Mais tarde o Corinthians faria o gol da classificação.
Na saída de campo o jogador cruzmaltino tratou o gol perdido como qualquer coisa. Como quem perde um gol contra o Chapecoense num amistoso pré-temporada. 


"Tive a chance, escolhi a melhor opção na hora, tirei bem, mas o goleiro deu um toquinho na bola e acabou salvando o jogo" - Disse Diego.


Mais do que as palavras, que por sí só já demonstram um espírito BEM diferente do apresentado pelo alemão narrado acima, a cara do jogador do clube da colina era de que acabara de protagonizar algo absolutamente normal.


Diego (e tantos outros aqui no Brasil) parece não viver em sintonia com o que acontece dentro das quatro linhas e seu clube/sua torcida. Parece ter, por vários momentos, a cabeça no mundo da lua.




Ps.: Capitaneados pela Rede Globo, eu gostaria (MUITO) de saber o que pensam os jogadores que comemoram gol aqui no Brasil com dancinhas & requebrados  quando vêem isto ou isto.

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